Contos bancários da Carochinha – Venda casada,não; é “Venda Negociada” – Parte II de II

Ontem expliquei aqui o que é venda casada, como muitos bancos (entre outros fornecedores) agem, a lei desrespeitada e as justificativas (absurdas) que os bancos alegam para não respeitarem os direitos dos consumidores. Se você não leu o texto anterior, sugiro que clique AQUI. 

Hoje, vou comentar como o consumidor pode agir, no caso de ser lesado pela prática de venda casada por parte de qualquer instituição financeira no Brasil. Para qualquer situação, é importante ter uma prova mínima do que se alega (testemunhas são admitidas também). Mas é mais interessante ter documentos (emails, por exemplo).

Então, quais são as opções sugeridas pelo nosso site :

  1. Reclamar na ouvidoria do próprio banco. Acesse a página principal do banco, encontre o campo OUVIDORIA e apresente sua representação pelo fato. Seja objetivo na descrição e peça providências.

 

  1. Reclamar na ouvidoria do Banco Central. Não sendo resolvido o caso dentro do banco, então, sugiro apresentar sua representação no site do Banco Central nas Ouvidoria dos bancos.

 

  1. Representar no Ministério Público (direitos coletivos). É interessante que você comunique o Ministério Público de lesões a direitos individuais, pois com as notícias de vários consumidores diferentes podem surgir provas da ocorrência de violações a direito coletivos também.  Nesse caso, o MP pode ajuizar uma ação coletiva contra a instituição financeira, entre outras opções.

 

  1. Representar no Juizado Especial Civil. (Direito individual). Nesse caso, você junta as provas que possui e vai diretamente ao Poder Judiciário apresentar o ato ilegal da venda casada, seu prejuízo e pedirá uma sentença em seu favor para que seus direitos violados sejam restabelecidos. Não é obrigatório ter um advogado para o ato acima, mas a assistência de um defensor de sua confiança é sempre bem vinda.

 

Outras opções podem ser tentadas. As quatro possibilidades acima são as que entendemos serem as mais efetivas. Agora, fique atento, pois a prova é tudo quando se alega a violação de um direito. Sem prova, é impossível vencer um caso na Justiça. Então, junte as provas sempre e priorize as documentais (como emails, conversas no Whattsapp etc). 

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