Uber, taxistas, datilógrafos e carros sem condutores.

Uber, taxistas, datilógrafos e carros sem condutores.

O Uber acaba de lançar uma nova opção, em Belo Horizonte (MG), com a possibilidade do consumidor ter acesso imediato ao valor exato do serviço. Não haverá mais a dúvida sobre o valor a ser pago ao final.

Envolto em polêmicas e disputas judiciais, que ainda poderão durar anos no Brasil, o serviço caiu no gosto do consumidores, que reclamam dos elevados preços das corridas de táxis, veículos sujos, tratamento deselegante por parte de alguns taxistas (notadamente, quando se trata, por exemplo, de “corrida curta”), impossibilidade de se avaliar o serviço do condutor, baixa disponibilidade em finais de semana (em alguns casos), dificuldade na identificação do condutor, taxistas dando voltas para aumentar a rota e o valor da viagem, cobranças de bagagens etc.

Os taxistas reclamam, em muitos casos, do Uber e resistem, mas o que têm feito efetivamente para melhorar a qualidade dos serviços prestados para os consumidores ?

Talvez, se refletissem sobre as reclamações da população e buscassem resolver alguns dos problemas apontados por milhares de consumidores insatisfeitos, o Uber não teria espaço para crescer. O Uber cresceu, porque há uma demanda reprimida de muitas pessoas que querem utilizar o serviço.

Acabar com o Uber não é a solução. A melhor saída é a sua regulamentação.

Vejam o que aconteceu com o Napster. O “fim” do Napster, com o compartilhamento gratuito de músicas, como o conhecíamos em 1999, foi o início para centenas de outras pequenas empresas, que acabaram “tomando o seu lugar” e as gravadoras não ganharam essa guerra.

A regulamentação, a meu ver, ainda é o melhor caminho, mas os “datilógrafos” acharem que ganharão a luta contra os computadores, é a abordagem mais inadequada para a polêmica “Uber x taxistas”. E, não se esqueçam, vem aí o carro sem condutor.

O futuro chegará (muito) mais cedo do que alguns imaginam.

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