Seminário do Procon-MG propõe reflexões sobre ética e consumo

Seminário do Procon-MG propõe reflexões sobre ética e consumo

Seminário do Procon-MG propõe reflexões sobre ética e consumo

O Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-MG), órgão integrante do Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG), promoveu dias 21 e 22 de setembro de 2016, o “IV Seminário de Educação para o Consumo”, cujo tema foi ética e consumo na contemporaneidade. O evento, que foi realizado em Belo Horizonte (MG), teve o objetivo de propor uma reflexão sobre convergências e divergências entre ética e consumo.

O coordenador do Procon-MG, promotor de Justiça Fernando Ferreira Abreu, abriu o evento falando sobre a importância de debater e de disseminar a educação para o consumo com a finalidade de tornar a sociedade mais conscientizada, digna e ética. “Um evento como esse é uma oportunidade de refletir sobre o que leva as pessoas a consumirem algo de que elas não têm necessidade e, sobretudo, o que leva o fornecedor a contrariar as leis e os valores éticos, de forma reiterada, com o objetivo de aumentar o lucro do negócio”, comentou.

Primeiro painel
Os debates foram iniciados com o painel “Contemporaneidade: identidade, ética e consumo”, que abordou a ética sob vários pontos de vista. Na avaliação do mediador do painel, doutor e mestre em Educação, cientista social e vice-diretor da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), João Valdir Alves de Souza, a finalidade era oferecer informações para que o participante pudesse formular um juízo conceitual acerca do que é ética, desde a Filosofia até o agir ético na vida cotidiana. “É muito importante que as pessoas tenham essa percepção da aplicação da ética no dia a dia, pois provocará reflexões nos atos de consumo”, disse.

De acordo com ele, vivemos em uma época de hiperconsumo, de bombardeio de propagandas e de criação desenfreada do desejo. “Precisamos refletir se estamos consumindo o que necessitamos ou se consumimos aquilo a que fomos induzidos a pensar que precisamos”, explicou.

Segundo painel
O segundo painel do dia discutiu a ética no consumo e o direito do consumidor. De acordo com o mediador do painel, professor da Escola Superior de Advocacia OAB/MG na área de Direito do Consumidor Marlus Keller Riani, atualmente as pessoas querem ter algo para poder pertencer a um grupo, classe ou comunidade. “Isso abre margem para práticas abusivas no mercado de consumo”, explicou.

O professor também citou, em sua fala, o neuromarketing – prática disseminada que aguça a vontade de consumir pelos sentidos, sem que o consumidor perceba. Riani explicou que o neuromarketing utiliza, entre outros recursos, os cheiros artificiais em estabelecimentos para atrair as pessoas. “É um ataque neurológico”, comentou. De acordo com ele, conciliar o papel da família e o das escolas na educação para o consumo seria uma forma de combater essas práticas. O painel também discursou sobre conceitos como felicidade, espiritualidade, razão, emoção, necessidade e valores éticos nas relações de consumo.

Consumidor protagonista
Para o Procon-MG, ao refletir sobre a ética, os consumidores terão a oportunidade de fazer questionamentos sobre os interesses, comportamentos e consequências inerentes às relações de consumo. Na avaliação do órgão, essa pode ser uma forma de o cidadão estabelecer uma postura mais crítica perante determinadas atitudes do mercado.

O seminário, que é organizado pela Escola Estadual de Defesa do Consumidor (EEDC), também irá discutir as implicações éticas da mídia e das novas tecnologias na infância e na juventude, o fenômeno dos youtubers, as estratégias de marketing direcionadas a jovens, a crianças e à terceira idade e os desafios para o consumo consciente na contemporaneidade.

Estive participando do evento e ele foi de alto nível. No decorrer das próximas semanas iremos trazer aqui algumas das idéias que anotamos no referido seminário.

Fonte: Site do MP-MG.

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