Saber reclamar é essencial para defender seus direitos (e o seu patrimônio)

Saber reclamar é essencial para defender seus direitos (e o seu patrimônio)

Saber reclamar é essencial para defender seus direitos (e o seu patrimônio)

Grandes litigantes

Estamos sempre interagindo com grandes litigantes (ou “litigantes profissionais”) quando contratamos um serviço de telefonia, compramos um aparelho no grande magazine, abrimos uma conta bancária etc. Esses grandes litigantes não possuem serviços internos de resolução de conflitos eficientes.

Muitas vezes, os “grandes litigantes” deixam o problema se agravar e ele é encaminhado, então, ao Poder Judiciário (onde possuem uma grande rede de advogados contratados), que já está atolado de ações judiciais de desrespeito ao Código de Defesa do Consumidor (CDC) envolvendo esses mesmos litigantes profissionais.

É mais barato para o “litigante profissional ” agir assim, mas o consumidor fica muito prejudicado, pois pode demorar meses ou anos para ter uma sentença definitiva (sem mais recursos) no seu caso.

Bater na porta certa

Então, saber como reclamar pode facilitar a resolução do problema na esfera administrativa ou até facilitar a análise da prova do consumidor numa (eventual) fase judicial.

Muito consumidores têm lançado mão, então, de reclamar nas redes sociais sobre questões de consumo e, então, vou tecer algumas observações, que poderão ajudá-los na defesa dos seus direitos.

Mas saber lidar, em especial, com esses fornecedores demanda cuidado. Então, leia as dicas abaixo e reflita se você atua adequadamente quando o problema de consumo surge.

Como agir

1. Seja objetivo: Evite manifestar opiniões e adjetivos sobre o serviço prestado ou a empresa, que seja objeto da reclamação.

Saiba que se você exceder neste ponto, a empresa pode ajuizar uma ação judicial contra você pleiteando, por exemplo, danos morais por conta de uma ofensa a reputação escrita dentro de um e-mail ou postada (ou compartilhada por terceiros) numa rede social.

2. Não escreva nenhuma reclamação de cabeça quente (nervoso): Espere o nervosismo passar e peça ajuda a alguém para fazer a revisão do texto da reclamação. Seja objetivo. Ex: o caso é este, feriu o direito X e peço solução. Não seja passional.

3. Priorize reclamar por e-mail e não pelo “call center”. Simplicidade é tudo na vida. A prova documental é simples e direta.

Qualquer problema, que demande pedir cópia de ligação a um “litigante profissional” e fornecer número de complicado protocolo, já é mais demorada que apenas imprimir os emails/postagens e entregar ao seu advogado.

4. Xingamentos. Quem utiliza xingamentos nas reclamações de consumo demonstra desequilíbrio emocional, tem risco concreto de ser processado e pode sair da reclamação “mais pobre do que entrou”. Contenha-se e respeite a reputação das pessoas e das empresas envolvidas. Evite problemas judiciais.

Mais dicas

5. Quem? Que? Quando? Onde? Por que ? Relate seu caso com data, local da compra, nome do vendedor, produto que comprou ou serviço que contratou e o problema que ocorreu.

Peça uma reposta da empresa e guarde cópia (para eventual ação judicial futura).

Se a resposta não chegar em até 15 dias, por exemplo, reenvie o email e cite que se trata de uma reiteração ao primeiro e-mail.

 6. Procure o PROCON da sua comarca. No PROCON você poderá levantar informações de outras reclamações envolvendo o mesmo fornecedor. Em vários casos, a conciliação do PROCON ajuda na solução do conflito com o fornecedor de forma definitiva.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *