Quando há uma queda brusca na receita, no geral, as pessoas não adotam medidas rápidas e com a mesma proporcionalidade para se adequar ao novo momento

Perda de receita exige imediata redução do padrão de consumo para evitar superendividamento

Perda de receita

Reconhecer que se está em situação de endividamento não é fácil. Tudo que é ruim nos causa dor. É tão fácil hoje usar as linhas de crédito mais caras (cartão de crédito, cheque-especial etc), que tendemos a achar que está “tudo sob controle”, mesmo quando temos dívidas que nunca terminam.

Recente curso organizado pelo PROCON carioca promoveu a capacitação de consumidor no tocante à sua Educação Financeira. O evento está disponível gratuitamente no canal da instituição no Youtube e recomendamos acompanharem as interessantes publicações.

Um dos momentos que me chamou a atenção nesse evento foi o testemunho de um consumidor, sobre um detalhe que poucas pessoas refletem no seu dia a dia, mas que é essencial para não se perder o controle financeiro. As pessoas, muitas vezes, não sabem se adequar a um novo momento financeiro negativo (demissão, aumento de despesas, doença etc).

Demora na reação adequada

Quando há uma queda brusca na receita, no geral, as pessoas não adotam medidas rápidas e com a mesma proporcionalidade para se adequar ao novo momento. Ou seja, caiu 15% a receita, deve se reduzir imediatamente 15% o padrão de consumo.

Quando isso acontece, muitas vezes, o consumidor ficar tentado a achar que o problema não é grave. Ele usa, então, o cartão de crédito para empurrar o problema para a frente. Depois, a dívida acaba se tornando uma “bola de neve” e fica difícil de ser paga.

Ou seja, quando há uma queda de brusca de receita, as pessoas não baixam imediatamente o seu padrão de consumo de forma proporcional a essa queda.

Então, as pessoas acabam utilizando as “facilidades” de linhas de crédito mais caras e não conseguem sair das dívidas depois. Em pouco tempo, estão superendividadas e daí para a insolvência, quando não possuem reservas, é um perigo muito próximo.

Fique atento com esse detalhe!

Você é o gerente do seu equilíbrio financeiro.

Envolva o grupo familiar

Converse com toda família sobre eventual perda de “poder aquisitivo” e incentive a cooperação de todos para um novo momento.

Quando a situação melhorar, e houver a respectiva “reserva de emergência “, todos se beneficiarão novamente.

Haja rápido, quando houver necessidade, e não deixe o endividamento crescer e te pegar de surpresa. Seu bolso agradecerá!