Percentual de famílias que não terão condições de pagar suas contas em atraso aumenta em fevereiro de 2017 e alcança o maior patamar desde janeiro de 2010

Percentual de famílias que não terão condições de pagar suas contas em atraso aumenta em fevereiro de 2017 e alcança o maior patamar desde janeiro de 2010

Pagar suas contas.

Pesquisa da CNC – Confederação Nacional do Comércio comprova, maios uma vez, o elevado endividamento da população.

O percentual de famílias com dívidas aumentou em fevereiro de 2017, ante o mês anterior, após quatro quedas mensais consecutivas.

Na comparação com o mesmo período de 2016, entretanto, houve redução.

O percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso também avançou entre os meses de janeiro e fevereiro, mas recuou em relação a fevereiro do ano anterior à do percentual que relatou não ter condições de pagar suas contas em atraso aumentou em ambas as bases de comparação, alcançando o maior patamar desde janeiro de 2010.

56,2% de famílias envidadas.

O percentual de famílias que relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro alcançou 56,2% em fevereiro de 2017, o que representa uma alta em relação aos 55,6% observados em janeiro de 2017, a primeira após quatro meses consecutivos de queda.

Contudo, o indicador ficou abaixo dos 60,8% de fevereiro de 2016.

Acompanhando a alta do percentual de famílias endividadas, o percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso também aumentou em fevereiro de 2017, na comparação mensal, de 22,7% para 23,0% do total.

Em fevereiro de 2016, esse indicador havia alcançado 23,3% do total.

O percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes, por sua vez, apresentou alta em ambas as bases de comparação, alcançando 9,8% em fevereiro de 2017, ante 9,3% em janeiro de 2017 e 8,6% em fevereiro de 2016.

Foi o maior patamar desse indicador desde janeiro de 2010.

A alta do número de famílias endividadas, na comparação com o mês imediatamente anterior, foi observada em ambas as faixas de renda.

Cartão de crédito (mais uma vez)

“Vilão” do fato das famílias não conseguirem pagar suas contas é, mais uma vez, o cartão de crédito.

O cartão de crédito foi apontado como um dos principais tipos de dívida por 76,8% das famílias endividadas, seguido por carnês, para 14,5%, e, em terceiro, por financiamento de carro e crédito pessoal, ambos para 9,9%.

Para as famílias com renda até dez salários mínimos, cartão de crédito, por 77,9%, carnês, por 15,9%, e crédito pessoal, por 9,9%, são os principais tipos de dívida apontados.

Já para famílias com renda acima de dez salários mínimos, os principais tipos de dívida apontados em fevereiro de 2017 foram: cartão de crédito, para 72,3%, financiamento de carro, para 18,6%, e financiamento de casa, para 17,4%.

Fonte: CNC

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