Percentual de famílias que não terão condições de pagar suas contas em atraso aumenta em março pelo terceiro mês consecutivo e alcança o maior patamar desde janeiro de 2010

Percentual de famílias que não terão condições de pagar suas contas no Brasil aumenta, segundo a CNC

Percentual de famílias que não terão condições de pagar suas contas em atraso.

Ele aumenta em março pelo terceiro mês consecutivo e alcança o maior patamar desde janeiro de 2010.

O percentual de famílias com dívidas aumentou em março de 2017, ante o mês anterior.

Na comparação com o mesmo período de 2016, entretanto, houve redução.

O percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso também aumentou entre os meses de fevereiro e março, mas recuou em relação a março do ano anterior.

Já o percentual que relatou não ter condições de pagar suas contas em atraso aumentou em ambas as bases de comparação, alcançando o maior patamar desde janeiro de 2010.

Dívidas

O percentual de famílias que relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro alcançou 57,9% em março de 2017, o que representa uma alta em relação aos 56,2% observados em fevereiro de 2017.

Contudo, o indicador ficou abaixo dos 60,3% de março de 2016.

O vilão … imagina quem é (de novo)

O cartão de crédito foi apontado como um dos principais tipos de dívida por 76,6% das famílias endividadas.

Foi seguido por carnês, para 15,1%, e, em terceiro, por financiamento de carro, para 10,2%.

Para as famílias com renda até dez salários mínimos, cartão de crédito, por 77,6%, carnês, por 16,4%, e crédito pessoal, por 9,8%, são os principais tipos de dívida apontados.

Já para famílias com renda acima de dez salários mínimos, os principais tipos de dívida apontados em março de 2017 foram: cartão de crédito, para 72,2%, financiamento de carro, para 19,1%, e financiamento de casa, para 18,4%.

Fonte: CNC.

 

4 comentários sobre “Percentual de famílias que não terão condições de pagar suas contas no Brasil aumenta, segundo a CNC

  1. Concordo que temos muito que evoluir em termos de educação financeira, planejamento orçamentário familiar e também um conhecimento mínimo de matemática financeira.

    Mas é inegável que vivemos no país de juros estratosféricos, verdadeira agiotagem permitida, autorizada e até incentivada pelo poder público, nos três poderes. Um legislativo sócio do crime, um executivo balcão de negócios e um judiciário no conforto do ar refrigerado, viajando em mundo teórico bem distante da realidade do superendividamento, atuando como um SAC dos bancos e financeiras e, sobretudo, chancelando a sangria do recurso da população para o mar do sistema financeiro.

    E então chegamos nessa realidade, onde não se consegue gerir os compromissos, e a inadimplência com tendência de alta pra lá de preocupante.

    Parabéns pela blog e pela matéria!

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