Não ter controle do cartão de crédito é uma forma certeira para "falir"

Quem não controla o cartão de crédito pode falir em pouco tempo

Quando a gente fala de cartão de crédito, muita gente chega a tremer. Foi criado para melhorar as relações comerciais (e melhorou muito), mas o impacto social do mau uso do cartão de crédito tem sido cada vez mais devastador.

Segundo a CNC – Confederação Nacional do Comércio, o percentual de famílias que relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro alcançou 58,0% em agosto de 2016, o que representa um aumento em relação aos 57,7% observados em julho de 2016, interrompendo seis meses consecutivos de queda. Para acessar a pesquisa do CNC, clique AQUI.

Segundo a CNC no mesmo relatório, o cartão de crédito foi apontado como um dos principais tipos de dívida por 76,5% das famílias endividadas, seguido de carnês, por 15,3%, e, em terceiro, de financiamento de carro, por 11,1%.

No grupo de famílias com renda até dez salários mínimos, cartão de crédito, por 78,0%, carnês, por 16,1%, e crédito pessoal, por 10,0%, foram os principais tipos de dívida apontados. Já entre as famílias com renda acima de dez salários mínimos, os principais tipos de dívida apontados em agosto de 2016 foram: cartão de crédito, por 70,1%, financiamento de carro, por 21,2%, e financiamento de casa, por 16,0%(CNC).

Das dívidas das famílias brasileiras, no geral, 76,5% devem cartões e, no grupo específico com renda abaixo de 10 salários mínimos, 78% devem cartão de crédito.

Não há dúvida que esses números apontam uma epidemia social de endividamento em todo o país. Muita gente vem gastando mais do que ganha há tempos e agora, com o retração do crédito, as pessoas acabaram ficando presas na pior forma de ter dívidas, que é a modalidade de cartão de crédito (onde no crédito rotativo são praticados juros acima de 14% ao mês).

A situação é tão absurda que as próprias administradoras de cartões de crédito querem mudar isso. Mas acredite, a metáfora para este caso é que as empresas de cartão agem como se fossem impérios antigos extraindo o máximo que podem de suas colônias (que neste caso são os consumidores). Eles estão com medo de exaurir as colônias e não terem mais nada para extrair.

Segundo a Folha de São Paulo, Caderno Mercado, dia 13.06.16, a Abecs (associação das empresas de cartões) deve apresentar nos próximos meses uma proposta para diminuir gradativamente o uso do rotativo do cartão de crédito e até extingui-lo. A linha é utilizada quando o cliente não paga o total da fatura mensal. A avaliação é que a modalidade traz mais perdas do que ganhos para as empresas. Além de despesas e prejuízos com a inadimplência, o produto prejudica a imagem dos bancos e o relacionamento com o cliente.  Para ler a matéria completa da Folha de São Paulo acima na íntegra, clique AQUI. 

Não espere nada de bancos, administradoras de cartões ou governos (de qualquer orientação). Chegamos a este ponto de “insanidade creditícia” por incompetência da Administração Pública, que em determinados momentos incentivou as pessoas a se endividarem e de um oportunismo vergonhoso das instituições financeiras, que se valeram dessa conduta absurda de incentivo irresponsável ao crédito e empurraram empréstimos até para quem não podia pagar.

Assuma a responsabilidade pela situação e trabalhe incessantemente a partir de agora para conter esse “sangramento financeiro”. Não deixe para depois, pois pequenas dívidas roladas nos cartões de crédito rapidamente se tornam grandes dívidas.

Gravei o vídeo abaixo com algumas dicas concretas para você reduzir o endividamento no cartão de crédito: