Cuidados em tempos de crise: “cada galinha sabe a pedra que aguenta engolir”

Cuidados na crise: cada galinha sabe a pedra que aguenta engolir

Cuidados em tempos de crise: “cada galinha sabe a pedra que aguenta engolir”

Lélio Braga Calhau. Promotor de Justiça de defesa do consumidor do Ministério Público de Minas Gerais. Graduado em Psicologia pela UNIVALE. Mestre em Direito do Estado e Cidadania pela UFG-RJ. Coordenador do site e do Podcast “Educação Financeira para Todos”

 

Uma vez, ao começar aos vinte e pouco anos a advogar, comentei com um juiz de direito, a dificuldade de saber exatamente os passos que eu buscava dar naquele momento da minha vida.  Ele, muito gozador, me lembrou que não me preocupasse exatamente com isso, pois a vida me encaminharia, se eu me preparasse bem. Mas lembrou de uma advertência, que lhe foi passada por um dos avós: “cada galinha sabe a pedra que aguenta engolir”.

Tal advertência, se aplica muito bem para nós, consumidores, no exato momento econômico delicado em que estamos vivendo. Para agravar a situação, que já não estava nada boa, começou também uma crise política, que não sabemos quando termina, até porque, pelo que se apresentou até agora, há muita coisa ainda a ser descoberta.

Em resumo, temos um quadro bem negro na economia para os próximos meses, ou até para os próximos anos. Não sabemos o tamanho da extensão ou a profundidade dos problemas que enfrentaremos.

Neste momento de incerteza econômica, um dos piores que já presenciei na vida, o ditado acima, pode se aplicar a todos nós, como recomendação de se agir com prudência redobrada para se passar pela tempestade econômica que atinge a todos. Ela vai passar com certeza. Pode ser em meses; mas, não podemos nos esquecer, que pode demorar anos.

E os que não se preparam adequadamente para tempos de incerteza, ou os que não agirem com cautela necessária, podem se perder no meio do caminho, trazendo dificuldades não só para si, como também para seus familiares.

Em períodos turbulentos como o atual, vale a máxima de um colega, que ontem me lembrou da necessidade de sobrevivermos economicamente (sobretudo) a este momento nacional delicado.

O principal, creio eu, é evitar jogadas financeiras arriscadas agora. Saber exatamente onde se pode ir e buscar ter um “colchão de liquidez” para evitar mais dissabores financeiros.

Por exemplo, a tentação de comprar as coisas que ficam muito baratas nessas crises é grande, mas o cuidado deve ser redobrado. Elas podem cair mais ainda de preço e não se recuperarem, como, por exemplo, algumas empresas no mercado de ações.

É importante atentar sempre que não existe nenhum investimento 100% sem riscos. E eles, no momento, estão em níveis bem preocupantes. Então, saiba bem os seus limites para não tentar dar um passo maior que a perna. Não dá para correr o risco de engolir uma pedra maior do que você pode suportar.

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