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Endividamento das famílias cai em dezembro de 2016 para 56,6%

O endividamento da população brasileira caiu em dezembro de 2016, mas segue em níveis elevadíssimos como uma verdadeira “epidemia social”.

É o que demonstra pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC), sendo que, mais uma vez, o cartão de crédito comprovou ser o grande vilão dessa triste situação.

O percentual de famílias que relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro alcançou 56,6% em dezembro de 2016, o que representa uma redução em relação aos 57,3% observados em novembro de 2016.

Também houve queda em relação a dezembro de 2015, quando o indicador registrou 61,1%.

O cartão de crédito foi apontado como um dos principais tipos de dívida por 77,1% das famílias endividadas, seguido de carnês, por 14,4%, e, em terceiro, de financiamento de carro, por 10,4%. No grupo de famílias com renda até dez salários mínimos, cartão de crédito, por 78,0%, 3 carnês, por 15,6%, e crédito pessoal, por 9,7%, foram os principais tipos de dívida apontados.

Já entre as famílias com renda acima de dez salários mínimos, os principais tipos de dívida apontados em dezembro de 2016 foram: cartão de crédito, por 72,9%, financiamento de carro, por 21,7%, e financiamento de casa, por 14,6%.

O percentual de famílias endividadas apresentou mais um recuo, registrando também queda na comparação com o mesmo período do ano passado.

Apesar da desaceleração da inflação, a manutenção do crédito mais caro, proveniente ainda da alta taxa de juros, aliado à elevada taxa de desemprego, vem sustentando um nível de consumo mais retraído, provocando também a diminuição recente dos níveis de endividamento.

A proporção de famílias com contas ou dívidas em atraso diminuiu, assim como a proporção daquelas que relataram não ter condições de pagar.

Na comparação com o ano anterior, houve melhora de ambos os indicadores de inadimplência e um número menor de famílias mostrou dificuldade de pagar suas contas e dívidas em dia.

Apesar da queda, as condições econômicas ainda adversas, como crédito e mercado de trabalho, podem dificultar um recuo mais intenso dos indicadores de inadimplência.

Fonte: Confederação Nacional do Comércio

 

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