Artigo “Educação Financeira às Crianças”

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Dia destes, li numa revista, como os pais devem proceder com os filhos a respeito do assunto da famosa mesada. É muito interessante, por isso resolvi falar sobre o assunto, porque já senti na pele como administrar a famosa mesada, apesar de ter criado apenas quatro filhos.

Os especialistas ensinam que os pais bem sucedidos financeiramente, não devem exagerar na quantidade em dinheiro a ser dada aos filhos, porque amanhã ninguém sabe o que pode acontecer; é bom que eles aprendam a gastar o estritamente necessário. Geralmente, são os pobres que possuem família numerosa criando assim a desigualdade social.

Hoje muitas escolas dão refeições às crianças necessitadas; porém, perto das escolas, sempre há os vendedores de pipoca, picolé e até doces. A mesada dever ser no máximo semanal, porque assim a criança aprende a economizar para não faltar até o fim do mês.  A partir dos quatro anos, os pais já conseguem iniciar com os filhos, o conceito de educação financeira. Nessa idade, a criança não tem ideia de que brinquedos custam caro e tende a pedir tudo que lhe agrada. Esta é a hora de explicar que nem sempre é possível adquirir tudo que se deseja, aconselham alguns especialistas em gestão de recursos humanos.  O valor da mesada precisa ser condizente com os custos.

Por exemplo, se for para compra de lanche na escola, deverá ser feito um cálculo real e suficiente para isso.  Com a modernidade que aí está, muitos pais estão usando o cartão pré-pago, porque assim fica mais fácil controlar as despesas dos filhos, através do extrato on-line. Com a aproximação das datas festivas, como o Natal, dia das crianças, aniversários etc., os pais sofrem uma grande pressão e às vezes acabam se endividando para dar conta do recado.

Eu não tive infância, pelo contrário, ajudava meu pai a ganhar o dinheiro e nunca recebi um presente no dia do meu aniversário nem no Natal. Aliás, naquela época, não existia comemoração dessas datas.  Mas, quando criei meus filhos, cumpri todos os deveres dos pais modernos ensinando-lhes, a diferença entre querer e poder, a pesquisar o que era caro ou barato, a me ajudar a fazer a lista do supermercado nos fins de semana.

Acho que fui um pai pobre, mas moderno.

Autor: Jairo Guedes Viana. Membro da Academia Valadarense de Letras. Email jairoguedeviana@yahoo.com.br  . Artigo publicado originalmente no Diário do Rio Doce, 04.11.14, página 2.

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