10 dicas para sobreviver aos bancos

10 dicas para sobreviver aos bancos – educação financeira

 

10 dicas para sobreviver aos bancos

Todo o processo de lida com os bancos é cheio de problemática. A falta de conhecimento sobre algumas estratégias e táticas usadas por eles, sempre acabam pesando no bolso do consumidor. Conhecer bem seus direitos e deveres faz toda a diferença na lida com instituições financeiras. Para ajudar a lidar com esse problema, listei algumas dicas de como sobreviver aos bancos:

  1. Evite ficar em situação fragilizada em qualquer negociação. Se precisa trocar um empréstimo por outro com juros menores, faça isso pró-ativamente e não espere sua conta “estourar”, pois assim você não fica na mão do banco.
  2. Venda casada é proibida e você não pode ser retaliado pela instituição financeira se não a aceitar. Se você for fazer um empréstimo e te obrigarem a comprar uma parte do dinheiro em título de capitalização ou seguros, isto é o que chamamos de venda casa, e ela é ilegal.  Procure um advogado para que ele obrigue o banco a lhe devolver o dinheiro, anulando essa venda casada, e denuncie o caso ao Ministério Público.
  3. Taxa de juros não é favor. Se você for contrair algum empréstimo no banco, subsidiado ou não, e insinuarem que estão lhe fazendo um favor, corte essa conversa. Bancos operam com grande objetividade. O que eles buscam é uma operação segura com o máximo de lucro. Se você tem algum direito a financiamento subsidiado, isto não é favor do banco. É um direito seu, desde que se adeque às normas do financiamento.
  4. Fique de olho na sua conta bancária (até diariamente). Banco também erra. Pode ser que o banco faça algum débito indevido na sua conta. Isso pode acontecer por erro do banco ou de terceiros. Atente-se para débitos de valores pequenos também, pois alguns golpes financeiros são aplicados por terceiros efetuando-se pequenos saques.
  5. Estude o Código de Defesa do Consumidor e fique atento às notícias sobre julgamento de casos sobre esse assunto no jornal. A resistência dos bancos em aceitar a aplicação integral do Código de Defesa do Consumidor é histórica. Fique atento aos seus direitos e acompanhe os casos de relevância que estão sendo julgados envolvendo instituições financeiras. Um exemplo disso é que em várias cidades há leis que determinam que o atendimento nos bancos deva ser realizado em um prazo máximo (por exemplo, 15 minutos). Alguns juízes têm entendido que quando esse prazo é extrapolado de forma absurda (duas, três horas) há obrigação do banco indenizar o consumidor por dano moral.
  6. Procure saber antecipadamente quais são os produtos dos outros bancos, assim como seus prós e contras. Pesquise os custos dos produtos financeiros da concorrência e vá o banco já com essas informações. Isso facilitará eventual negociação.
  7. Título de capitalização não é investimento. Além de ser um péssimo produto financeiro, o título de capitalização não é investimento. Se você precisar resgatar antes do prazo, pode ter um prejuízo maior ainda, dependendo do regulamento de cada instituição financeira. Fique longe disso. Se estiver endividado, é a última coisa que você deve comprar. Primeiro pague sua dívida.
  8. Não existe “gerente de sua conta”. Fique atento para não cair naquela falsa história de que “o seu gerente lhe indicou isso”. Primeiro, o gerente de sua conta é você. É uma responsabilidade exclusiva sua. Não viva num mundo de fantasia. O gerente é do banco e está ali para lhe oferecer produtos financeiros que são melhores para o banco. Não terceirize suas obrigações, porque o prejuízo é certo. Ele está fazendo a parte dele como empregado (tem que bater metas pesadas) e você, como consumidor consciente, deve estudar e fazer a sua também.
  9. Não resolveu na agência, contate a ouvidoria ou leve o caso para o Juizado Especial Cível. Se você se sentir lesado em seu direito do consumidor, seja objetivo e tente resolver o caso na agência. Não sendo atendido, faça uma reclamação na ouvidoria do banco ou entre com uma ação no Juizado Especial. Em qualquer caso, seja objetivo, respeite a honra dos funcionários do banco e narre o seu caso, explicando onde entende que seu direito está sendo violado.
  10. Tenha metas realistas em seu relacionamento com as instituições financeiras. É notório que os bancos são campeões em reclamações dos consumidores, mas faça sua parte também. Não espere do banco “expectativas irrealizáveis”. Isso gera um abismo entre o que você pleiteia do banco e o que pode ser efetivamente feito. Estude bem as suas demandas e veja se elas se encaixam na política da instituição financeira. Talvez, o seu perfil seja o de outro banco ou até de outra agência (segmento) do mesmo banco.

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